A RESUMOCRACIA VENCEU?

Olá, amigos!

Recentemente, o Foca no Resumo teve a honra de ser mencionado em uma conhecida coluna, assinada por um jurista gaúcho bastante renomado e de respeitada produção acadêmica. O autor, não raro, adota uma postura bastante crítica em relação àquilo que ele considera ser a infantilização do ensino jurídico, que mais se manifesta nos materiais de preparação para concursos públicos. Nesse contexto, o Foca no Resumo. Gostaria de propor algumas reflexões sobre o assunto.

Em primeiro lugar, a coluna tem por objetivo principal a crítica ao questionamento do concurso do MP-MG sobre a “teoria da graxa“, dentre outras. E nisso estou de pleno acordo com o brilhante jurista. Aliás, estamos todos, não é? Até quando as bancas vão nos submeter a esses questionamentos vazios? Sabemos muito bem que esse tipo de “questão” não mede absolutamente nada. Se eu quiser criar uma teoria, qualquer que seja ela e sua denominação, estou no meu pleno direito. O grande problema, citando o grande Aury Lopes, “não é o ‘criador’, mas sim aqueles que adotam a criatura”. As razões para criticar são infinitas e não pretendo esgotá-las, pois o episódio já está sendo bombardeado de todos os lados. Nós, que estudamos pra concurso, não queremos ser avaliados com base nessas “teorias”.

A crítica prossegue, desta vez voltada contra os resumos (incluindo os “livros facilitados, plastificados, mastigados, tuitados, esquadrinhados e outras coisas desse jaez”). Quando estudamos pra concurso, inevitavelmente nos deparamos com este material. E gostamos dele. Por que? Porque é assim que as bancas cobram. Dançamos conforme a música. E, em parte, não culpo as bancas. Vamos pensar: os concursos públicos existem para fazer uma seleção. A razão de existir do concurso público jurídico é selecionar, dentre os candidatos, aqueles que detêm conhecimento jurídico para ocupar o cargo público almejado. Como, então, avaliar esse conhecimento? É natural que esse conhecimento seja abordado de uma forma que tenda à objetividade. Por isso, a tríade: lei seca (o código diz isso), jurisprudência (STF e STJ dizem isso) e doutrina (a doutrina diz isso). A subjetividade da doutrina é reduzida, na medida em que é cobrada a posição majoritária, dado que se torna objetivo. Todavia, cabe colocar os pingos nos “is”: a objetividade não se confunde com a superficialidade, pois bem sabemos que os concursos tem cobrado as matérias de forma cada vez mais elaborada.

Critica-se: mas que tipo de operadores do direito estamos formando? É verdade, o sistema está cheio de falhas. Vamos pensar em como poderia ser diferente. Digamos que os concursos passem a cobrar a doutrina, a grande doutrina, a doutrina dos grandes e imortais pensadores. Digamos que você passe a ser cobrado pela sua capacidade de pensar criticamente o direito. Mas espera, temos um problema. Quem pode avaliar com precisão se o pensamento está correto? E se o avaliador pensar diferente? E se a banca cobrar o ensinamento do ilustre Calmon de Passos e eu dei mais atenção ao ensinamento do Ovídio Batista? E se o examinador do meu concorrente avaliá-lo com base em outros parâmetros subjetivos? Considerando que o examinador não seria um robô, podemos concluir que a subjetividade traz grandes e sérios problemas.

Se alguém inventar um método de avaliação que se adapte às necessidades da realização de um concurso público, que avalie o candidato pelo seu pensamento jurídico crítico e que consiga eliminar a injustiça da subjetividade, serei uma grande entusiasta. Tornou-se público e notório onde foi parar essa subjetividade no passado: uma porta de entrada para que filhos de fulaninhos fossem aprovados. A subjetividade era um cheque em branco que apenas os escolhidos poderiam assinar, escolhidos estes que nem sempre o eram pelo mérito. Odiamos marcar X, mas convenhamos que poderia ser muito pior. A redução do conteúdo jurídico a uma assertiva não é o melhor dos mundos, mas ao menos garante uma avaliação objetiva e, portanto, mais transparente.

O mercado é apenas um espelho e se adapta a essa realidade, e isso não é nenhuma novidade. É economia, oferta e demanda. Chuva de “livros facilitados, plastificados, mastigados, tuitados, esquadrinhados e outras coisas desse jaez”. E chuva de resumos! De materiais mastigadinhos pra fazer você entender como o STF tem julgado e marcar a opção certa. É inegável que as bancas de concursos têm bastante (!) a melhorar em todos os aspectos, mas alguns parâmetros devem ser mantidos. A avaliação do pensamento reflexivo e/ou crítico deve ser bastante cuidadosa para não incorrer nas injustiças da subjetividade, eis que submetida ao juízo de um terceiro. E nunca é demais reforçar: o concurso não deve exigir essas teorias esdrúxulas do candidato. Não é à toa que quando isso acontece, o caso ganha a repercussão da prova do MP-MG, condenada à unanimidade.

Poderia me valer de um argumento para tentar retirar o nome do meu site (expressamente citado) da linha de frente: compartilho os resumos de forma gratuita. Mas isso sequer é argumento. Explico: não planejei (nem planejo) cobrar por uma opção pessoal minha. Todavia, não caí na armadilha do ego de pensar que os outros deveriam agir do mesmo modo: a opção é minha e apenas minha. Se alguém cobra para disponibilizar um material, para dar uma aula, para fazer o serviço de coaching, para elaborar decorebas, “quiz shows” ou o que for, não há nenhum erro. É justo que o trabalho seja recompensado. A “indústria das apostilas”, não sendo ilegal, não deveria incomodar a quem tem a plena liberdade de adquirir ou não os produtos ofertados.

A solução: dai a Cesar o que é de Cesar. Àqueles que assim desejam, seus bons e velhos manuais repleto de decorebas. Aos demais, pesquisas, teses, ciência. Livros, apostilas, publicações em redes sociais, debates. E o mais importante: vamos eliminar essas dicotomias que só levam à intolerância. O mundo jurídico não está dividido em “tolos” concurseiros, como sugere o autor, e brilhantes pensadores do direito, agraciados pela iluminação intelectual. A complexidade da mente humana permite que uma mesma pessoa leia um resumo e estude para um mestrado sem ser diagnosticada com transtorno de personalidade. Há concurseiros que leem romances. Há mestrandos que leem revistas em quadrinhos. Há espaço para tudo isso, dentro e fora de nós. Fora dos estereótipos. Só não há mais espaço para o desrespeito no mundo jurídico.

A resumocracia não venceu. É que, neste caso, não há guerra a ser vencida ou perdida. Sequer uma batalha. Há tipos e tipos de literatura jurídica, cada qual com a sua contribuição. O que importa, no final, é o caráter e a vontade de fazer o bem. É a vontade do concursado de prestar um bom trabalho à sociedade que o remunera. É a vontade do estudante de ver o direito evoluir para que as lides sejam solucionadas de forma mais justa. É a vontade do jurista de transformar a sociedade. O resto é mera vaidade.

Boa semana de estudos!

Martina Correia

P.S.: resumo de tutela provisória um pouco atrasado! Mas vai sair, prometo!

foca

(extraída de http://animais.culturamix.com/informacoes/mamiferos/foca-da-groenlandia)

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96 comentários

  1. Excelente exposição. No campo da dialética e, talvez, do intercâmbio de pensamento, cada um julga conforme a sua consciência. Mas, sem descambar para intolerância. Afinal, mesmo a liberdade de expressão e pensamento são princípios fundamentais da humanidade, porém, relativos. E, por vez: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”. Att.

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  2. Excelente texto!
    Qual o problema da simplificação da linguagem? Das leituras objetivas? Vivemos em um tempo em que a velocidade da informação é absurda. Antes, levava-se anos de estudo para se formular uma Teoria. Hoje, todos os dias temos novidades no mundo jurídico. Não se trata aqui na banalização do direito, mas em torná-lo acessível aos estudantes. O foca no resumo é uma ótima ferramenta e ajuda não só concurseiros, mas toda comunidade jurídica. A moça daqui e o rapaz do “dizer o direito” são exemplos de altruísmo e amor ao direito. Muito obrigada!

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  3. Muito boa reflexão. Faz ter outra visão e ao mesmo tempo também pensar que existem pessoas que não cobram por ajudar os outros e que essas pessoas, os que ajudam sem cobrar (de graça é confuso quando pensamos em graça divina, quem sai distribuindo graça divina?!), não se cobram por serem piores ou melhores que ‘os melhores’. Há gente de todo tipo. E o pior disso tudo é ver a crítica pela crítica. Só pra ter algo a dizer. Quem realmente tem algo a dizer não precisa falar. Demonstra por atos. E atos correspondentes ao modo de vida. No social e no pessoal como diria outro filósofo-jurista ainda acima do peso.
    Sou concurseiro e compro livros, pago inscrições caras, viajo e gasto bastante. Não sou rico e nem pobre, mas não fico lamentando por tudo. Se caiu teoria da graxa no próximo concurso eu vou saber pq nunca mais vou esquecer uma porcaria dessas é uma hora eu vou vencer, vou passar e rir disso. Simples assim. Só desiste quem perde. Quem perde o trem e a esperança.

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  4. Não cheguei a ler o texto em que seu site é citado porque não acompanho (e muitos juristas já não o fazem) o que escreve o referido autor. Não gosto do tom desrespeitoso e ofensivo que, geralmente, permeia tais textos.
    No direito contemporâneo, já não se acredita e nem convencem os chamados “argumentos de autoridade”.
    Pouca gente tem paciência para aturar supostos iluminados, que acham ter a resposta correta para tudo, e que todos estão errados, enquanto eles, os Messias do Direito, não são compreendidos na sua genialidade.
    A Internet e outras ferramentas acabaram com o protagonismo desses autocratas sem autocrítica e, talvez por isso, todo essa dor de cotovelo travestida de “acidez intelectual”.
    Continue o bom trabalho.

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    1. Oi, Fernando! Chega de “argumentos de autoridade”. Se o “mundo concurseiro” é bastante criticável em vários pontos, o “mundo acadêmico” também é, principalmente pela guerra de ego que habita esse mundo. Obrigada!

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  5. Com certeza o renomado jurista – a quem admiro e acompanho a coluna e concordo com boa parte de suas ideias (quando não beiram o extremismo e o pedantismo intelectual) – não acessou o seu site de forma adequada, visualizou todos os seus conteúdos e leu um pouco mais sobre sua história e o que você faz por aqui. Deve ter achado o nome curioso e, para a posição dele de extrema anti-facilitação académica, convenientemente adequada para ser citada em um contexto de desprezo e diminuição intelectual (que de um tempo para cá tem imperado na coluna do jurista em questão).

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      1. Boa Arthur! Este jurista, na única palestra ao vivo que vi dele, fez questão de trazer sua crítica os resumos, esquematizados e descomplicados… Deve ter algum complexo ou frustração com esse tipo de texto, ou talvez queira que nós soframos com os textos difíceis dos clássicos doutrinados!!!

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  6. Muito sensato seu texto. Li a coluna citada e na verdade entendo que ele é um jurista respeitado…mas no caso criticou muita coisa ali sem conhecer seu conteúdo…Parabéns pelo seu altruísmo! Seu trabalho é objetivo, mas não tem nada de superficial, pelo contrário. Muito Obrigada!

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  7. A cada post, a cada postura sua diante dos fatos mais me encanto não só pela profissional que é, mas pela pessoa que demostra ser… parabéns!
    Como outrora fora dito: ” o resto é vaidade!”

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  8. Ótimo texto e bela reflexão Martina,
    o autor da crítica é conhecido por abordar a ausência de segurança jurídica de métodos de exegese e hermenêutica que não permitem a clara observância dos parâmetros usados na decisão judicial, citando inclusive aquilo que ele mesmo denomina de “teoria da Cathanga”, criando algo que ele em outras circunstâncias parece repudiar.

    No entanto, boa parte daquilo que ele mesmo produz em termos de literatura é pouco compreendido pela maior parte da comunidade jurídica. Ele critica os juízes solipsistas, e se vangloria, talvez, em ser possuidor da razão que aponta para o empobrecimento do ensino jurídico, mas no final das contas, ele é o mais isolado de todos, com pouca legitimação e adoção…
    Enfim, alguém que se julga superior acaba por se tornar o menor de todos, e é isso que creio que aconteça com as ideias e publicações do ilustre autor, só ele mesmo não percebe…

    Se os resumos não ganharam a guerra por não haver campanha, é certo que ganharam a corrida de velocidade, pois chega mais rápido quem aprendeu a otimizar o tempo e estudar o que realmente cai…

    Obrigado Martina, não nos abandone jamais..rsss
    Parabéns pelo belíssimo trabalho!

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    1. Oi, Bruno! Gostava e continuo concordando com muitas críticas do autor. Contudo, não merecia essa referência tão irônica. Vc colocou um ponto interessante: concurso é competição e corrida, e o tempo está cada vez mais curto. Espero ajudar!

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  9. Martina, achei brilhante seu texto. Você tem toda a razão. Como disse uma colega nos comentários, você fazer o que faz por amor ao direito é o maior símbolo de que pretende fomentar e disseminar o pensamento jurídico, e não “infantilizá-lo”. Concordo que o nobre jurista em questão é brilhante, e comungo de várias de suas opiniões, mas de fato ultimamente parece ter gostado de criticar a “concursocracia” sem avaliar todas as variáveis envolvidas, em especial as bancas, que como você bem ponderou, são as responsáveis pelas músicas pelas quais nós estudantes devemos dançar. Obrigada pelo seu trabalho e continue! A comunidade jurídica, e principalmente nós estudantes, agradecemos de coração.

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  10. Eu já tinha até parado de ler os textos do Streck para me desintoxicar de mais leitura inútil (que não é útil aos meus objetivos a curto e médio prazo), mas com toda essa repercussão terei de ler.

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  11. Ótimo texto! Exemplificou perfeitamente o “x” da questão. Não vou mentir que as vezes me sinto uma máquina quando estudo para concurso, todavia, é necessário e não vou descansar até lograr êxito.
    Os materiais “mastigados” são ótimos e essenciais para revisão, posto que inviável revisar por doutrinas de mais de duas mil páginas quando se têm várias matérias a serem vistas.

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  12. Dra. Martina, parabéns pela exposição. A qualidade de seus resumos é indiscutível e tem, por certo, proporcionado a milhares de candidatos um aprendizado de qualidade. Eu humildemente me incluo entre estes que, através de seu trabalho meritório, vem colhendo doces frutos e otimizando o meu tempo. Sou seu fã, mais ainda agora.

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  13. Comecei a ler o tal artigo da crítica (acho que é o mesmo a que você se refere), mas achei meio pedante e terminei deixando pra lá. Não vi a crítica direcionada ao Foca no Resumo, mas estou indignada de saber que foi feito esse comentário. Que injustiça. Mesmo que o autor desdenhe de técnicas de memorização etc. que considera infantilização do ensino jurídico (e às vezes vai ver é), essa descrição não se aplica em nada ao Foca no Resumo.
    A discussão serviu para eu apresentar o site a outras pessoas aqui no trabalho 😀
    Obrigada, pela milésima vez, por disponibilizar seus resumos. São tão, tão úteis, sempre.

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  14. Martina, amo o seu trabalho e os resumos que você posta aqui. Fiquei extremamente indignada quando li sobre o amado #Focanoresumo no referido texto, já que os seus materiais, por mais objetivos que sejam, são de extrema profundidade e relevância. Não se deixe abater por críticas de quem muito fala e pouco faz para melhorar nosso país, e ajudar outras pessoas sem receber nada em troca. Criticas, ainda que fundadas, em nada nos ajuda quando desprovida de ação e boa vontade em fazer a diferença. Obrigada por nos ajudar tanto! Logo virei aqui te agradecer e informar da minha aprovação, que muito se deve ao Focanoresumo! Um abraço.

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  15. Continue nos presenteando com seus resumos, obrigado pelo belo trabalho e dedicação dedicados aos seus leitores/seguidores.

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  16. Pense assim, muitos (como eu) não conheciam seu trabalho e, por meio desse comentário (muito bobo, por sinal) do preclaro jurista, passamos a ter contato com o sítio ‘focanoresumo’ e com seu brilhante trabalho.

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  17. Martina, ótimo texto! Acompanho diariamente o site e tem contribuído muito na minha preparação, os materiais são objetivos e ao mesmo tempo aprofundados! Obrigada!

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  18. Martina, em primeiro lugar, parabéns pelo trabalho!

    Os resumos são ótimos e, embora precisem ser complementados com estudos mais densos em alguns pontos, servem – acredito eu – ao propósito que você atribui a eles. Não conhecia o blog e agora, conhecendo-o, tenho certeza de que o material produzido por você vai me ajudar bastante.

    Assim sendo, obrigada! Ignore a crítica, não foi construtiva. Foi sarcástica, desrespeitosa, não merecendo, na minha opinião, atenção. Continue o seu belíssimo trabalho.

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  19. Nossa! Te admiro tanto! Você escreveu muito bem e concordo! Você me inspira…seus resumos facilitam a minha vida e de muita gente, não deixe de fazê-los!rsrsrs. Quando eu for aprovada pretendo ajudar os concursando de alguma forma também! Bjos e que Deus te abençoe. Me aguarde, DPU ai vou eu!

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  20. Resposta mais adequada do que essa não existe. Perfeita! A lucidez com que você, Martina, lidou com as críticas tecidas a seu trabalho é louvável e só aumentou a admiração que tenho por você. Parabéns !!!

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  21. …”O mercado é apenas um espelho e se adapta a essa realidade, e isso não é nenhuma novidade. É economia, oferta e demanda.” É esse o problema, moça! Você não entendeu nada. Fique aí com sua legião de decoradores…

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    1. Lucas, acho que na verdade você não entendeu, pois a conclusão é justamente que não há problema nenhum. Não há problema porque cada tipo de literatura tem o seu espaço e uma não exclui ou diminui a espaço da outra. Não tenho “legião de decoradores”, as pessoas são livres pra concordar ou discordar, contanto que sejam respeitosas.

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  22. Olá! Perfeito o seu texto. No meu caso, leio toda a obra, pego o seu resumo, faço anotações. Temos de ter um método de revisão de tempos em tempo. Aliás, muitíssimo obrigada por compartilhar seu material. Saiba que está sendo muito, mas muito útil mesmo, especialmente para mulheres com jornada tripla como eu. E já tive aula com o Lênio, excelente professor e jurista, adoro ele, mas às vezes dá uma exagerada nos seus textos da coluna…rsrsrs… Na verdade, talvez não seja exagerada, mas direcionamento equivocado. Uma coisa é a vida acadêmica, para quem a escolhe, outra é a batalha quase invencível dos concursos de carreira. E tem materiais e materiais. O seu, com certeza e afirmação de conhecimento próprio, é excelente. Parabéns e mais uma vez obrigada pela sua disposição e pela aprovação nessa carreira maravilhosa!

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  23. Nossa, que texto! Quanta lucidez (tão difícil nos tempos de hoje)! Parabéns pela redação e pelo trabalho desenvolvido no site, de forma sempre tão cuidadosa!

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  24. Ótima exposição.
    Gostaria saber se é possível disponibilizar algum resumo de Direito Processual Penal Militar, pois viso concurso militar que é cobrada tal matéria. Obrigada desde já.
    Thays Monteiro.

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  25. Excelente texto reflexão! Além do já notório trabalho que desenvolve no seu site, demonstrou, a um só tempo, ter a racionalidade temperada para expor o seu contraponto depois da menção pública, mas sem perder de vista a emoção que a anima em seu trabalho altruísta aqui nesta fantástica ferramenta de inclusão e aproximação de sonhos. Sou um seguidor do site e entusiasta da sua iniciativa, que espero durar e prosperar bastante. Parabéns por tudo e continue firme no seu caminho.

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  26. Drª Martina, li atentamente o que você escreveu, e não tive acesso a citação que a fez dar uma resposta tão brilhante carregada de uma intelectualidade ímpar, por outro lado, alegre-se! Pois é sabido o velho provérbio: “não se atira pedra em árvore que não tem frutos”. Dito isto, talvez eu já tenha resumido tudo, mas tomando do seu valioso espaço e tempo para ler esta resposta, finalizo com poucas palavras ” se você incomoda, é porque estás no caminho certo e por isso eu leio e guardo todos os seus resumos para consultas futuras, e tudo por uma única razão! São os melhores que tenho encontrado até agora.

    Um forte abraço!

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  27. Martina Correia, bom dia!!!

    Então, em que pese o autor do texto ser um grande jurista, também achei pesada a avaliação dele. Seu site ajuda muito, dá um norte, orienta a gente a ir no caminho certo. Claro que a intenção aqui é essa, ser um guia, sem jamais querer esgotar sobre o tema.
    Acredito que como estudante, a pessoa saberá que seus resumos não servirão como único conteúdo para estudo, claro que deverá aprofundar mais sobre o tema e estudar tuuuuuuuudo que tiver À disposição. Claro tem os que ficam só no resumo, mas aí não é culpa sua, problema da pessoa.

    Parabéns pelo trabalho e assim como tem os que criticam, tem os que gostam. Um grande abraço.

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  28. Não me parece (nada) razoável a crítica que recebeste; ao contrário, é injusta para contigo e com o trabalho maravilhoso no qual dedicas teu tempo. Sobre estudo para concurso público, hoje vejo que passa muito por estratégia; é como disseste: de que adianta nadar contra a corrente (com bancas que cobram lei seca + jurisprudência + doutrina predominante) nesse percurso que já é tão longo? Porque não aproveitar os bons recursos que temos para melhor avançar na nossa preparação? Aliás, de que vale o resumo se não formos capazes de compreendê-lo? E isso implica em conhecimento prévio da matéria…
    Enfim, quero apenas dizer que me solidarizo contigo e acho, como algumas pessoas já disseram aqui, que o jurista subscritor não conhece teu trabalho!
    De qualquer modo, meu muito obrigada por dedicar teu tempo a nos ajudar!!

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  29. Querida, fui ler a coluna só para confirmar quem era o jurista. De fato, essa pessoa tem passado dos limites. Você já viu a dupla face que ele apresenta? Naquele programa televiso que debate direito e literatura, usa de um tom de voz e uma linguagem que em nada parece esse que escreve artigos praquele site. Sinceramente, na escrita ele é ranzinza, raivoso, briguento. Tudo incomoda. E o pior: nas linhas do seu discurso de sabichão ninguém sabe nada, ninguém leu nada, só ele estudou. Acho que ele tem problemas. O certo é que, como você disse e disse bem, há juristas e juristas. O importante é saber sê-lo, sem vaidades. Juro que me emocionei com o o parágrafo que em que diz “O que importa, no final, é o caráter e a vontade de fazer o bem. É a vontade do concursado de prestar um bom trabalho à sociedade que o remunera. É a vontade do estudante de ver o direito evoluir para que as lides sejam solucionadas de forma mais justa. É a vontade do jurista de transformar a sociedade”. Seu textinho tão discreto e educado vale 10.000 artigos que aquele escreveu, sobre qualquer assunto. Você é exemplo de quem faz o bem. Continue seu trabalho, escreva os livros que tiver vontade. O mundo não é dos arrogantes, mas dos sábios. E mais sábio é quem não grita pra chamar atenção.

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  30. Olá Martina, estou maravilhado com esse site e, principalmente, pela belíssima resposta dada ao notável jurista. Confesso, que quando li o artigo dele, concordei com tudo que ele tinha falado, mas, lendo suas explanações e observando o “contraditório” mudei completamente minha opinião. PARABÉNS!!! CONTINUE ESSE TRABALHO MARAVILHOSO E GRATIFICANTE!!!!

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  31. Confesso que concordei parcialmente com o Lênio (quando ele mencionou práticas de marketing que beiram ao ridículo), e toda vez que leio a coluna rio bastante. Por outro lado, minha ressalva quanto aos seus posicionamentos extremistas foi totalmente (e brilhantemente) explanada por você nesse belo texto, Martina. Uma resposta à altura, sem descer do salto, e sem a utilização de uma linguagem erudita manifestamente forçada. Show de bola! Realmente não há motivos para criar uma bipolarização de Acadêmicos x “Concurseiros”. Há espaço para as duas linhas, inclusive numa só pessoa. Tudo depende da proposta a ser atingida. Parabéns pelo texto, pelo trabalho no blog (o qual acabo de conhecer), e também pelo livro que será lançado!

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  32. O pior de tudo (além de concordar integralmente com o que você falou) é que o colunista se equivocou ao dizer que a informação é mastigada e plastificada. Pelo menos no caso do Foca, quem não tem base não consegue acompanhar seus resumos, que são, a bem verdade, bastante aprofundados. Aqui na sala de estudos tenho amigos de várias áreas, e quem vem de outro curso simplesmente não consegue assimilar seus resumos para uma prova de técnico do TJ, por exemplo. Tem que saber Direito, tem que ter tido uma boa base doutrinária pra chegar até aqui e ler, como forma de revisão, um resumo tão massa quanto o que vc fez de Poder Constituinte ou do Didier. O certo é que quem já é concursado se especializa em algum ramo do direito, mas nós, que ainda corremos atrás de uma vaga, temos que saber de tudo, desde a doutrina até as últimas do Supremo, e isso em dez, quinze matérias! É impossível lembrar de tudo! Aqui é que entra o valor do resumo, mas parece que os catedráticos estão engessados na época em que bastava ler uma doutrina pra passar (e sem prova oral). 😒 Obrigada pelo empenho em nos ajudar. Sou mais foca 😂.

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  33. Oi Martina
    Com relação ao referido jurista, cujo nome nao contarei para que tu não tenhas que apagar meu comentário, tenho minhas infinitas reservas quanto ao pensamento marxista em detrimento do pensamento jurídico do mesmo , o que é tão lamentável quanto um outro processualista penal brasileiro que tem a foice e o martelo tatuados em seu corpo!
    De que adianta vomitar erudição e fazer malabarismos em nome de determinada doutrina? Hoje somos obrigados a viver com resumos, não da tempo de ler doutrina extensa , amanhã poderemos investir no mestrado e ai sim expandir conhecimentos! Muito obrigada pela ajuda

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  34. Drª Martina, após ler o seu comentário, não tive dúvidas! Acabei de me inscrever em seu blog! Adorei o seu texto e a forma como a doutora tratou da crítica que, com o devido respeito, não contribui em nada! Obrigado pela sua disponibilidade! Precisamos de mais pessoas com o mesmo ou semelhante senso crítico! Não nos abandone!

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    1. Olá Dra, parabéns pelo ótimo trabalho! Quanto à critica ao fato de se sintetizar (resumir) ideias complexas em poucas linhas e palavras só tenho a lembrar que as ciências da natureza e exatas estão à ano-luz em objetividade à frente das ciências humanas e sociais (com o devido olhar holístico e complexo próprio destes campos de conhecimento). Exemplo: e=mc.

      Faria jus ao “status de jurista” se este pensador que criticou seu site buscasse encontrar métodos e procedimentos capazes de relativizar o tecnicismo e o cientificismo das normas da ABNT e tornasse claro e transparente o saber e ajudasse a viver bem o último dos mortais.

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